Ao ler a notícia do link abaixo, sobre as inovações do Windows8, comecei a pensar no quão nós, pessoas com deficiência visual, perdemos quando um sistema é atualizado. Veja a notícia aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/tec/974515-microsoft-apresenta-o-windows-8-que-troca-icones-por-azulejos.shtml

Antes de mais nada, geralmente não podemos utilizar um sistema imediatamente quando é lançado. Primeiro, temos que aguardar nossos leitores de tela serem devidamente atualizados para se compatibilizarem ao sistema em questão, o que pode levar meses. Quando isso acontece, ainda restam diversas falhas e conflitos que são mais ou menos resolvidos com o passar do tempo. No fim das contas, até que consigamos utilizar o sistema novo com a mesma efetividade que utilizávamos o antigo, vai um ano ou mais.
Outro ponto o qual muito me preocupa é o fato de que a informática está se tornando cada vez mais gráfica. Imagens e gestos substituindo palavras e texto escrito. Toques com o dedo substituem o pressionar de teclas, e ainda que isso facilite e agilize muito a vida do usuário vidente, não ocorre da mesma forma com relação a um usuário cego.
Os dispositivos da Apple, por exemplo, que oferecem grande acessibilidade através do voiceover, tornou a interação com o computador um pouco mais lenta. Preciso de 25% de tempo a mais no Macbook para fazer uma mesma tarefa que faço no PC. E pelo que pude ler na matéria acima, o Windows8 está indo pelo mesmo caminho.
Conseguiremos acompanhar, não tenho dúvidas. Mas o esforço deverá ser cada vez maior e consistente. O que antes eu aprendia em uma dezena de minutos, hoje preciso de meia hora ou mais para absorver, dado o excessivo número de informações e opções na tela.
Tudo em nome do progresso.

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