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	<title>Blog do Diniz</title>
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		<title>Até quando iremos permitir que nos mantenham sob tutela?</title>
		<link>http://www.leondeniz.com/2011/10/12/ate-quando-iremos-permitir-que-nos-mantenham-sob-tutela/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 22:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Convenção internacional da ONU, sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências, ratificada pelo Brasil com estatos Constitucional pelo decreto  legislativo nº 186/2008, reconhece e regulamenta a idéia da participação a tiva das pessoas com deficiência nas decisões acerca deste segmento de  pessoas. É a tradução da máxima &#8220;nada sobre nós, sem nós&#8221;. Porém, ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Convenção internacional da ONU, sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências, ratificada pelo Brasil com estatos Constitucional pelo decreto  legislativo nº 186/2008, reconhece e regulamenta a idéia da participação a tiva das pessoas com deficiência nas decisões acerca deste segmento de  pessoas. É a tradução da máxima &#8220;nada sobre nós, sem nós&#8221;.</p>
<p>Porém, ao meu ver, um dos fatores que limitam o nosso crescimento participativo na construção de uma realidade mais justa e igualitária, é nossa própria  dificuldade de compreender que algo precisa ser feito e que os agentes principais deste trabalho somos nós mesmos.</p>
<p>Há algum tempo, iniciei minha participação nas críticas e questionamentos direcionados ao projeto Dosvox, mantido pelo NCE/UFRJ e coordenado pelo  professor José Antonio dos Santos Borges, o que gerou minha expulsão sumária das listas de discussões relativas a aquele projeto e, mais tarde, uma  acusação de preconceito a uma funcionária do projeto que profere palestras totalmente incompreensíveis e sem nenhum recurso auxiliar,  por ter paralisia cerebral e comprometimento sério na fala.</p>
<p>Ainda assim, alguns questionamentos foram direcionados a ouvidoria da UFRJ, o que gerou uma resposta do professor Antonio Borges, onde ele afirmava,  dentre outras coisas, que a grande maioria dos cegos não têm qualificação profissional e que o dosvox não poderia evoluir devido a existência de um  acordo de cavalheiros junto a Micropower, empresa privada que desenvolve um precário leitor de telas. O desenrolar dessa história e as afirmações do  coordenador do projeto dosvox podem ser consultadas no próprio site da ouvidoria daquela Universidade, sob o protocolo 106.156.961.130, no link <a href="http://www.ouvidoria.ufrj.br/index.php?option=com_wrapper&amp;view=wrapper&amp;Itemid=3O">http://www.ouvidoria.ufrj.br/index.php?option=com_wrapper&amp;view=wrapper&amp;Itemid=3</a></p>
<p>O</p>
<p>tempo passou e absolutamente nada mudou, ainda que grande parte da comunidade tenha, a época, se indignado com tais afirmações. Todas as cartas relativas a tais questionamentos foram, como sempre o são, totalmente ignoradas pelos funcionários do NCE, notadamente pelos que trabalham diretamente no projeto Dosvox.</p>
<p>Recentemente, no dia 27 de Agosto de 2011, foi apresentado um leitor de telas livre, denominado de Liane TTS, desenvolvido pelas instituições Serpro e UFRJ. Cabe esclarecer que Liane TTS nada mais é do que um sintetizador de voz (e não um leitor de telas), e o leitor que acompanha o sintetizador no pacote distribuído pelo Cerpro, nada mais é do que o NVDA, projeto livre e de código aberto, com sintetizadores bastante superiores ao Liane TTS, que, aliás, já é distribuído com o pacote Dosvox há mais de 3 anos e sempre foi alvo de críticas dos usuários, por ter uma péssima qualidade de voz.</p>
<p>Esta ferramenta, lançada pelo Cerpro em conjunto com a UFRJ (mesmo núcleo que lança ideologias acerca do Dosvox), está sendo divulgada pela imprensa como a salvação das pessoas cegas de todo o mundo: Algo revolucionário que vem modificar para melhor a vida destes pobres coitados, que agora poderão contar com um leitor de telas para, dentre outras coisas, acessar os sites do governo Brasileiro.</p>
<p>Volto a destacar que Liane TTS é um sintetizador de péssima qualidade, e que utiliza o NVDA, um leitor de telas opensource, produzido fora do Brasil e que vem crescendo muito. Em outras palavras, o Sr. Antonio Borges construiu uma ferramenta precária, implementou em outra ferramenta que já existe e que tem sido alvo de elogios pela comunidade de usuários cegos, e está ganhando promoção de sua imagem e outras vantagens com tal façanha.</p>
<p>Rui Batista, um notável programador português, publicou um artigo onde explica e questiona este contexto de forma minuciosa. Dessa vez, Antonio Borges respondeu, com o mesmo romantismo marketeiro de sempre. Não respondeu, objetivamente, a nenhuma das questões propostas pelo Rui. Não explicou como é que o nome do leitor NVDA não aparece em nenhuma publicação referente ao Liane TTS, fazendo entender que o Liane TTS é o próprio leitor de telas e omitindo qualquer menção ao NVDA.</p>
<p>Na resposta, Antonio afirma que LianeTTS é um dos primeiros frutos da parceria entre NCE/UFRJ e Cerpro. O perigo ronda não só pela existência da falsa propaganda acerca do LianeTTS, como também sobre a possibilidade de vir futuras falácias e &#8220;produtos&#8221; que, na prática, são contraproducentes e caminham em sentido contrário a real inclusão das pessoas com deficiência visual.</p>
<p>Antonio afirma ainda que o LianeTTS &#8220;foi construído, baseado na técnica de junção de difones, que é uma das mais simples&#8221;. Os valores recebidos pelo NCE para a produção do LianeTTS foram tão ínfimos a ponto de se utilizar uma tecnologia &#8220;das mais simples&#8221; para se produzir um sintetizador de voz?</p>
<p>Antonio insiste em reafirmar que &#8220;Os sintetizadores de voz, como o LianeTTS, sim, viabilizam o uso dos computadores por deficientes visuais, assim como as linhas braille(&#8230;)&#8221;, mas se já existem opções muito melhores e livres, para que gastar o dinheiro público produzindo algo que o próprio Antonio afirma ser &#8220;das mais simples&#8221;? Estas perguntas não foram respondidas na romântica carta publicada como &#8220;resposta&#8221; aos comentários do Rui Batista, e que, na prática, não respondeu nada&#8230;</p>
<p>A ONCB, órgão de representação máxima da pessoa cega, foi provocada por uma outra usuária &#8211; com título de doutora, diga-se de passagem- sobre o tema e infelizmente ainda não se manifestou a respeito.</p>
<p>Desconheço se algum usuário com deficiência visual e de razoáveis conhecimentos na informática foi consultado acerca deste &#8220;fruto&#8221; da parceria entre Cerpro e NCE/UFRJ. Também não sei se o presidente do Cerpro, que tem dado diversas entrevistas ressaltando o incrível milagre que o LianeTTS vem trazer a vida dos usuários cegos, tem conhecimento profundo desse contexto.</p>
<p>O que sei é que só nós podemos mudar isso. Nós, e apenas nós, podemos divulgar a realidade sobre mais essa &#8220;produção&#8221; que traz mais prejuízos a imagem da pessoa cega do que benefícios reais de utilização das tecnologias computacionais.</p>
<p>Estas pessoas só estão levando vantagem as nossas custas porque nós permitimos que elas permaneçam lá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para o artigo publicado por Rui Batista: <a href="http://www.megatts.com/2011/10/02/liane-tts-apenas-mais-um-sintetizador-de-voz/">http://www.megatts.com/2011/10/02/liane-tts-apenas-mais-um-sintetizador-de-voz/</a></p>
<p>Link para o artigo de Joana Belarmino: <a href="http://www.blogtecnovisao.com/2011/10/liane-tts-minha-replica-ao-seu-criador-antonio-borges/">http://www.blogtecnovisao.com/2011/10/liane-tts-minha-replica-ao-seu-criador-antonio-borges/</a></p>
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		<title>Meus dedos pagam o preço do progresso</title>
		<link>http://www.leondeniz.com/2011/09/13/meus-dedos-pagam-o-preco-do-progresso/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 18:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao ler a notícia do link abaixo, sobre as inovações do Windows8, comecei a pensar no quão nós, pessoas com deficiência visual, perdemos quando um sistema é atualizado. Veja a notícia aqui: http://www1.folha.uol.com.br/tec/974515-microsoft-apresenta-o-windows-8-que-troca-icones-por-azulejos.shtml Antes de mais nada, geralmente não podemos utilizar um sistema imediatamente quando é lançado. Primeiro, temos que aguardar nossos leitores de tela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler a notícia do link abaixo, sobre as inovações do Windows8, comecei a pensar no quão nós, pessoas com deficiência visual, perdemos quando um sistema é atualizado. Veja a notícia aqui:<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/tec/974515-microsoft-apresenta-o-windows-8-que-troca-icones-por-azulejos.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/tec/974515-microsoft-apresenta-o-windows-8-que-troca-icones-por-azulejos.shtml</a></p>
<p>Antes de mais nada, geralmente não podemos utilizar um sistema imediatamente quando é lançado. Primeiro, temos que aguardar nossos leitores de tela serem devidamente atualizados para se compatibilizarem ao sistema em questão, o que pode levar meses. Quando isso acontece, ainda restam diversas falhas e conflitos que são mais ou menos resolvidos com o passar do tempo. No fim das contas, até que consigamos utilizar o sistema novo com a mesma efetividade que utilizávamos o antigo, vai um ano ou mais.<br />
Outro ponto o qual muito me preocupa é o fato de que a informática está se tornando cada vez mais gráfica. Imagens e gestos substituindo palavras e texto escrito. Toques com o dedo substituem o pressionar de teclas, e ainda que isso facilite e agilize muito a vida do usuário vidente, não ocorre da mesma forma com relação a um usuário cego.<br />
Os dispositivos da Apple, por exemplo, que oferecem grande acessibilidade através do voiceover, tornou a interação com o computador um pouco mais lenta. Preciso de 25% de tempo a mais no Macbook para fazer uma mesma tarefa que faço no PC. E pelo que pude ler na matéria acima, o Windows8 está indo pelo mesmo caminho.<br />
Conseguiremos acompanhar, não tenho dúvidas. Mas o esforço deverá ser cada vez maior e consistente. O que antes eu aprendia em uma dezena de minutos, hoje preciso de meia hora ou mais para absorver, dado o excessivo número de informações e opções na tela.<br />
Tudo em nome do progresso.</p>
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		<title>Videoarte com audiodescrição &#8211; Uma experiência audiovisual entre amigos.</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 23:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Rosa Santos, designer, fotógrafa, artista e, acima de tudo, pessoa com uma sensibilidade ímpar. Foi dela a idéia de desenvolver um vídeo com audiodescrição. E eu, que no início achava que audiodescrição nem poderia ser feita por pessoa cega, fui me convencendo, aos poucos, e através de todo o empenho e paciência da Rosa. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Rosa Santos, " href="http://asartesdarosa.blogspot.com" target="_blank">Rosa Santos, </a>designer, fotógrafa, artista e, acima de tudo, pessoa com uma sensibilidade ímpar.</p>
<p>Foi dela a idéia de desenvolver um vídeo com audiodescrição. E eu, que no início achava que audiodescrição nem poderia ser feita por pessoa cega, fui me convencendo, aos poucos, e através de todo o empenho e paciência da Rosa. Foi nesse contexto que começamos a conversar sobre a idéia do vídeo.</p>
<p>Rosa escolheu uma fotografia de sua própria autoria, intitulada Mulheres. A intenção da foto e do vídeo é retratar a violência contra a mulher, notadamente a violência doméstica.</p>
<p>É claro que eu não poderia fazer a locução sozinho. A variedade de vozes é um atrativo em tudo o que ouvimos. Além disso, um toque feminino é sempre agradável aos nossos ouvidos. Então participou também dos trabalhos a minha esposa, Vanilda, que ofereceu mais encanto às locuções.</p>
<p>Foi um trabalho desenvolvido em equipe e a distância. Rosa em Cascavel/PR e nós aqui em Curitiba/PR. Tudo via internet. Troca de arquivos e idéias por e-mail e o resultado você pode acessar clicando no link abaixo.</p>
<h2><a title="Mulheres." href="http://www.youtube.com/watch?v=9BHm07V6BO0" target="_blank">Videoarte com audiodescrição &#8211; Uma experiência audiovisual entre amigos.</a></h2>
<p>Foi uma experiência mágica. Certamente um dos trabalhos mais gratificantes que participei. Obrigado Rosa, obrigado Vanilda, e que venham os próximos vídeos com AD!</p>
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		<title>Micos que pagamos pela falta de acesso aos olhares externos.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 17:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa coisa do olhar sempre me deixou muito inseguro. Talvez por eu não enxergar. Pois é. Adentrando ao elevador. Algumas pessoas já lá dentro. - Oi, tudo bem? - Tudo certo &#8211; Respondi. - E aí, como foi a prova? &#8211; Perguntava-me um desconhecido. - Foi meio complicada, alguns elementos que eu não conhecia. &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa coisa do olhar sempre me deixou muito inseguro. Talvez por eu não enxergar. Pois é.</p>
<p>Adentrando ao elevador. Algumas pessoas já lá dentro.<br />
- Oi, tudo bem?<br />
- Tudo certo &#8211; Respondi.<br />
- E aí, como foi a prova? &#8211; Perguntava-me um desconhecido.<br />
- Foi meio complicada, alguns elementos que eu não conhecia. &#8211; Completei, já que havia acabado de me submeter a uma avaliação no curso de inglês e o elevador pretendia me levar ao térreo.<br />
Um sorriso meio sem graça e a viagem continuou silenciosa.<br />
Chegamos ao térreo, fui o primeiro a sair do elevador, já que estava mais próximo a porta. Me despedi e, passos a diante, pude ouvir o mesmo<br />
rapaz perguntar a outro colega:<br />
- E aí, me conta! Como foi a prova?<br />
- Putz! Então a pergunta anterior não era pra mim? &#8211; Constatei constrangido e só tive tempo de apressar o passo.</p>
<p>O narrado acima ilustra uma situação que acontece diariamente com algumas pessoas com deficiência visual. Alguns amigos cegos até conseguem perceber quando alguém está falando com eles ou não. Eu nunca entendi muito bem como isso funciona. Já conversei com muita gente, mas o que todos dizem é que isso é uma questão de &#8220;feeling&#8221;.</p>
<p>Uma pessoa vidente (termo utilizado para designar aquele que vê normalmente) consegue, através do olhar, perceber diversas nuances. Acredito que o olhar expressa muita coisa. Expressões que perdemos, enquanto pessoas cegas. Claro que algumas dessas expressões, conseguimos ter acesso por outras vias, como tom de voz e outros aspéctos que nos permitem avaliar o contexto. Mas há coisas que só se percebe através do olhar, como por exemplo, para onde uma pessoa dirige o olhar quando fala.</p>
<p>E até que eu consiga adquirir esse &#8220;feeling&#8221; de perceber quando alguém está falando comigo ou não, continuo respondendo a maioria, a final, melhor pagar mico do que bancar o mal educado.</p>
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		<title>Páginas de e para pessoas com deficiência visual</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 16:54:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algum tempo venho protelando em escrever sobre essa questão, que é um tanto polêmica.  Principalmente, porque poderão apontar receio de concorrência, da minha parte, ou apenas  defeitos visuais em minha própria página. Assim, antes de ir direto ao ponto, devo colocar  alguns esclarecimentos. Primeiramente, o Mundocegal não existe para concorrer com ninguém, mas sim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo venho protelando em escrever sobre essa questão, que é um tanto polêmica.  Principalmente, porque poderão apontar receio de concorrência, da minha parte, ou apenas  defeitos visuais em minha própria página. Assim, antes de ir direto ao ponto, devo colocar  alguns esclarecimentos.</p>
<p>Primeiramente, o Mundocegal não existe para concorrer com ninguém, mas sim, para somar. Tanto  que temos parcerias com diversos sites/blogs do gênero e estamos sempre abertos a  novas  junções.</p>
<p>Em segundo lugar, O portal é desenvolvido exclusivamente por mim, pessoa com baixa visão, de  maneira que só posso conhecer determinadas incongruências visuais se alguém me avisar. Os  equívocos que posso detectar são imediatamente corrigidos. Aqueles os quais requerem uma visão  mais apurada, infelizmente só poderei corrigir quando contar com a gentileza de algum  apontamento. Por isso, se você, pessoa vidente,, se deparar com alguma  questão estética que achar estranha, feia ou incongruente, sinta-se a vontade para me oferecer  uma dica.</p>
<p>Uma das preocupações ao desenvolver um site deve ser sua boa aparência. Ainda que falamos em sites voltados para pessoas com deficiência visual, como é o caso do Mundocegal, a estética não pode ser deixada de lado, sob pena de uma pessoa com visão visitar e julgar o conteúdo pela  aparência. Quando inserimos algo na internet, devemos ter em mente que aquilo pode ser visto  por qualquer pessoa, de qualquer gênero, em qualquer lugar.</p>
<p>Nos últimos 2 ou 3 anos, diversos sites de e para pessoas cegas foram colocados no ar, sem a  menor preocupação com a estética. Alguns não se preocupam inclusive com a ortografia do  conteúdo inserido. Ressalto que a preocupação com tais questões não quer dizer perfeição nelas.  Estou constantemente revisando o conteúdo do blog e do Mundocegal afim de melhorar sua forma e  visibilidade. Os erros sempre estão presentes e o esforço para manter as mínimas condições de  organização é constante.</p>
<p>Certamente, falta comprometimento por parte dessas pessoas, que até gostam de  informática, conhecem um pouquinho de HTML e desejam muito ter um site no ar. O que elas não  sabem, é que há uma diferença entre simplesmente querer ter um site e disponibilizar  conteúdo que realmente atenda as necessidades dos visitantes.</p>
<p>Antes de se colocar um portal sério no ar, é preciso conhecer no mínimo a linguagem HTML, um  pouco de PHP ou ASP, dependendo da estrutura a que se quer utilizar, folhas de estilos CSS, a  final a a aparência das páginas tem fundamental importância e, por fim, as principais normas de  acessibilidade do W3C. Quanto aos blogs, nada disso é necessário, já que tudo é automatizado e basta configurar e inserir as postagens.</p>
<p>Já me deparei com sites desenvolvidos por pessoas cegas onde era possível encontrar, na própria  página, visível aos olhos ou leitores de tela dos visitantes, pedaços de códigos em HTML. Ou  seja, a falta de preocupação com a organização da página é tamanha, que sequer houve uma  revisão do que foi colocado no ar.</p>
<p>Quando estes ditos desenvolvedores recebem alguma crítica, seja pela organização de seus  &#8220;sites&#8221;, seja pela repetição de conteúdo que colocam no ar, encaram como uma agreção ou afronta  a um trabalho que acreditam ser útil para outras pessoas. Ocorre, porém, que nossas atitudes  refletem na maneira com que a sociedade encara uma pessoa com alguma deficiência. Se fulano com  deficiência visual enviar um currículo pleiteando vaga de desenvolvedor web em uma empresa, por  exemplo, e seu futuro contratante pesquisar na internet como é um site desenvolvido por uma  pessoa cega e encontrar uma página dessas, com erros grosseiros de português, pedaços de  códigos de programação e demais equívocos, vai pensar duas, três ou quatro vezes antes de  contratar o fulano, que pode até ser um desenvolvedor sério e comprometido. Ou seja, as  atitudes de uma pessoa cega se refletem na maneira com a qual todas as pessoas cegas são  vistas, porque a sociedade infelizmente generaliza, exagera e ainda há muito preconceito a ser  eliminado.</p>
<p>Lamento muito que a vaidade fale mais alto, vez que o desejo de ter um site no ar acaba  superando a preocupação com os elementos básicos de um portal, quais sejam, sua aparência,  organização e o conteúdo inserido. Não acredito que tais sites devam ser retirados do ar, mas  acho, sim, que determinados &#8220;webmasters&#8221; devam ser conscientizados sobre a importância de se publicar  algo organizado e aparentemente agradável.</p>
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		<title>CAIXAS ELETRÔNICOS ACESSÍVEIS</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 12:34:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caixas eletrônicos acessíveis Já há algum tempo ouço falar dos tais caixas eletrônicos acessíveis, onde basta plugar um par  de fones de ouvido para que a tela seja desligada e a pessoa com deficiência visual possa ouvir os menus e interagir com o sistema. Eu ainda não havia tido a oportunidade de realizar nenhuma operação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caixas eletrônicos acessíveis</p>
<p>Já há algum tempo ouço falar dos tais caixas eletrônicos acessíveis, onde basta plugar um par  de fones de ouvido para que a tela seja desligada e a pessoa com deficiência visual possa ouvir os menus e interagir com o sistema. Eu ainda não havia tido a oportunidade de realizar nenhuma operação nos tais caixas, até por que, não é qualquer máquina que conta com esses recursos.<br />
Ontem, porém, precisei fazer um saque e pagar alguns boletos, mas quando cheguei na agência, fui informado de que ela estava fechada. Os vigilantes da Caixa Econômica estavam em greve e ninguém, exceto os funcionários, podiam entrar na agência. O gerente, então, gentilmente veio até a porta e sugeriu que eu utilizasse o caixa acessível. Me informou que naquele posto de atendimento já tinha uma máquina com acessibilidade.<br />
- Finalmente eu iria ver &#8220;como isso funciona&#8221;.<br />
Maravilha: Me dirigi até a máquina, pluguei os meus fones e já recebi as boas vindas em áudio. Em seguida, foi solicitado que eu colocasse o cartão, depois aquele conhecido aviso de que não deveria repassar minha senha a ninguém pois esta é pessoal e intransferível. Digitei a senha e já me foi apresentado o menu, cuja opção &#8220;1&#8243; era para saques. Pressionei rapidamente o número &#8220;1&#8243;, escolhi o valor, digitei minha senha de letras e logo o dinheiro já saía pela parte frontal do caixa.<br />
- Que emoção! Fiz meu primeiro saque sem o auxílio de ninguém.<br />
Agora só faltava pagar os tais boletos. Reiniciei a operação: Coloquei o cartão, ouvi os avisos, digitei a senha e comecei a ouvir as opções do menu. 1 para saque, 2 para saldos, 3 para extrato, 4 para transferência e 9 para cancelar. Espera! 9 para cancelar? Mas e o pagamento? E as demais operações que podem ser feitas no caixa eletrônico, como recarga de celular e tantas outras?<br />
- Deve haver algum problema com a máquina. Vou cancelar tudo e refazer a operação.<br />
Novamente no mesmo ponto: 1 para saque, 2 para saldo, 3 para extrato, 4 para transferência e 9 para cancelar. Não é possível!<br />
A versão acessível dos caixas eletrônicos é extremamente limitada. Não pude efetuar os pagamentos que precisava fazer, nem mesmo recarregar o meu celular.</p>
<p>Aliás, isso acontecia também com a versão do internet banking acessível para pessoas com deficiência visual da CEF. Agora essa versão foi extinta e desde então eu não consigo acessar o internet banking, nem mesmo a versão &#8220;comum&#8221;, que eu acessava anteriormente.<br />
De que vale essa extrutura toda, então? Tudo bem, se eu precisar fazer um saque ou consultar meu saldo, posso fazer com autonomia, apesar de ser um processo bastante demorado, devido a lentidão da voz instalada no caixa eletrônico. Mas o restante das operações, simplesmente não estão disponíveis.<br />
Percebo que foi criada uma estrutura a que se dizia ser acessível, falou-se muito a esse respeito, gerou expectativas e, quando precisamos utilizar alguns recursos, eles simplesmente não estão disponíveis. Ou será que o banco imagina que os clientes com deficiência visual apenas efetuam saques e consultam seus respectivos saldos?<br />
Com mais uma decepção no rosto, procurei a lotérica mais próxima e paguei meus boletos, como sempre fazia anteriormente.</p>
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		<title>Poesia Fotografada 2010</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 19:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A segunda edição da exposição &#8220;Poesia Fotografada 2010&#8243;, estará presente no Segundo Seminário da Cultura de Artes Regionais, em Corbélia, PR, do dia 13 até 16 de julho. O seminário inicia no dia 12 e termina dia 16 de julho. Para mais informações sobre o seminário veja o site, http://educulturacorb.hd1.com.br Rosa Santos. Uma experimentadora da arte. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda edição da exposição &#8220;Poesia Fotografada 2010&#8243;, estará presente no Segundo Seminário da Cultura de Artes Regionais, em Corbélia, PR, do dia 13 até 16 de julho. O seminário inicia no dia 12 e termina dia 16 de julho. Para mais informações sobre o seminário veja o site, <a href="http://educulturacorb.hd1.com.br/">http://educulturacorb.hd1.com.br</a></p>
<p>Rosa Santos. Uma experimentadora da arte.<br />
Cascavel -PR .</p>
<p>Esta exposição usa recursos de acessibilidade (textos em braille e sinalização tátil vertical).</p>
<p>Com o espetáculo intitulado &#8220;Ceguinho é a Mãe&#8221;, o humorista Geraldo Magela e seu humor peculiar, ficou conhecido no Brasil. Inspiro-me nesta frase, para falar da necessidade de mudanças onde ainda se faz necessário, falo da acessibilidade na comunicação e na arte, e falo sem muita propriedade, mas porque também estou experimentando. Ora, acessível é muita coisa, e é. Achamos tão bom ter acesso ao que queremos, não é? Pois saibam, melhor ainda é tornar a sua arte e sua informação acessível para todas as pessoas.</p>
<p>Site do Geraldo Magela: <a href="http://www.ceguinho.com.br/">http://www.ceguinho.com.br</a><br />
Blog de Rosa Santos: <a href="http://asartesdarosa.blogspot.com/">http://asartesdarosa.blogspot.com</a><br />
Alguns sites sobre acessibilidade e com acessibilidade digital: <a href="http://blogdaaudiodescricao.blogspot.com/">http://blogdaaudiodescricao.blogspot.com</a><br />
<a href="http://www.bengalalegal.com/">http://www.bengalalegal.com</a><br />
<a href="http://www.mundocegal.com.br/">http://www.mundocegal.com.br</a><br />
<a href="http://www.rbtv.associadosdainclusao.com.br/">http://www.rbtv.associadosdainclusao.com.br</a><br />
Agradecimentos:<br />
Ao André Boniatti pelo convite e oportunidade.<br />
Ao CAP Municipal de Cascavel, Coordenadora Sra. Luzia Alves da Silva e Cintia Passos Alves, pela generosidade na transcrição dos textos para o sistema Braille. À você que será mais um divulgador da arte com acessibilidade, um direito de todos!</p>
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		<title>O PROTOCOLO DE USHUAIA E A ASCENSÃO DA VENEZUELA AO MERCOSUL</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Jun 2010 22:59:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[exportação]]></category>
		<category><![CDATA[governo]]></category>
		<category><![CDATA[Hugo Cháves]]></category>
		<category><![CDATA[Mercosul]]></category>
		<category><![CDATA[Ushuaia]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos defendem a idéia de que a incorporação da Venezuela ao MERCOSUL seria arriscada para a sobrevivência do bloco, pois a lenta, gradual e segura escalada autoritária chavista, põe em xeque a manutenção da “cláusula democrática” do Mercosul, segundo a qual não se tolerará o rompimento com a democracia nos países membros. O protocolo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitos defendem a idéia de que a incorporação da Venezuela ao MERCOSUL seria arriscada para a sobrevivência do bloco, pois a lenta, gradual e segura escalada autoritária chavista, põe em xeque a manutenção da “cláusula democrática” do Mercosul, segundo a qual não se tolerará o rompimento com a democracia nos países membros.</p>
<p>O protocolo de Ushuaia, em seu artigo 1, estabelece que “A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Partes do presente protocolo”. Tal acordo foi resultado da percepção de perigo suscitada pela malograda tentativa paraguaia de um golpe de Estado. Era preciso demonstrar aos líderes políticos que novas aventuras autoritárias não seriam aceitas, pois acarretariam a perda dos benefícios econômicos que a integração com os demais Estados proporciona.</p>
<p>É em função dessa cautela que surgiram as principais resistências ao ingresso da Venezuela no Mercosul. Se ao fim e ao cabo a gradual e dúbia escalada autoritária de Hugo Chávez tiver como fim um regime autoritário, o Mercosul correrá grande risco de desmoralização. A primeira razão para isto é que, em função do próprio caráter paulatino do recrudescimento autoritário venezuelano, restará difícil aos líderes dos demais países membros identificar o momento da mudança autoritária, aplicando as sanções previstas em Ushuaia. Por conseguinte, diferentemente do ocorrido com o Paraguai em 1996, a pressão dos demais países contra uma definitiva guinada autoritária terá que ocorrer com uma situação de fato já instalada e amplamente anunciada com bastante antecedência. Isto aumentará bastante os custos políticos para sancionar Chávez, ameaçando ferir de morte a cláusula democrática do artigo 1 do protocolo de Ushuaia.</p>
<p>Mesmo os membros da oposição ao governo Chavista  se posicionam favoravelmente pela entrada do país no Mercosul porque, de uma maneira ou de outra, isto aumentará a pressão externa sobre Chaves para que limite sua escalada autoritária. O outro lado dessa equação, entretanto, indica que o preço de limitar Chávez será pago pelo próprio MERCOSUL, como bloco, inclusive, já bastante combalido.</p>
<p>Não se pode ignorar que existem lacunas  referentes ao conceito de Democracia e a elasticidade da interpretação das normas, que são, inequivocamente, uma fonte do Direito. O Protocolo de Ushuaia, que refere-se a plena vigência das instituições democráticas, prevê, ainda, que, “No caso de ruptura da ordem democrática em um Estado Parte do presente Protocolo, os demais Estados Partes promoverão as consultas pertinentes entre si e com o Estado afetado.</p>
<p>Entre 2003 e 2005, as exportações brasileiras para a Venezuela cresceram 265%. Houve  quem defendeu que rejeitar a proposta seria ir na contramão da aproximação econômica. O país vizinho é hoje um dos principais parceiros comerciais do Brasil, com crescentes negócios.</p>
<p>Mas, houve também quem defendeu que o isolamento do país, gerado, dentre outras coisas, pela recusa do MERCOSUL em aceitá-lo como membro, poderia contribuir para a diminuição dos conceitos democráticos presentes naquele país. O argumento é que, não se pode considerar a Venezuela tão somente como seu atual governo, mas como uma nação que, historicamente, contribuiu para o crescimento da América Latina. Além disso, trazendo a Venezuela para o MERCOSUL, fica mais fácil incitar a democracia naquele governo.</p>
<p>Porém, a grande preocupação daqueles que, em virtude do crescente autoritarismo Chavista eram contrários a adesão, advém do impacto que a entrada da Venezuela poderia ter sobre o papel do Mercosul como representante dos interesses comerciais de seus membros nas negociações multilaterais. Como os países do Mercosul têm frequentemente negociado como bloco em fóruns internacionais de comércio, a acomodação de Chávez – e de suas posições heterodoxas e conflituosas, pode tornar ainda mais difícil a construção de posições unitárias e passíveis de estabelecer acordos viáveis com outros países. Por fim, o preço que o Mercosul corre o risco de pagar para evitar o isolamento da Venezuela pode ser o de isolar-se a si mesmo.</p>
<p>Meu entendimento pessoal é o de que a entrada da Venezuela no bloco, representa um passo importante no sentido da ampliação da democracia e dos direitos humanos na região. Concordo com a percepção de que é necessário discernir entre política de governo e política de Estado. Enquanto o governo de Hugo Cháves é passageiro, o país desponta  de maneira constante como um dos maiores produtores de petróleo no mundo, o que implica num incremento significativo nas exportações do bloco.</p>
<p>Resta saber se a Venezuela cumprirá todas as normas constitutivas do bloco, ou se criará embaraços que justificarão um eventual descumprimento. Certamente,  com essa adesão, o MERCOSUL tende a se tornar mais forte e capaz de competir não só com a União Européia, mas também com os países líderes da economia mundial.</p>
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		<title>Audiodescrição</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 17:31:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Veja só]]></category>

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		<description><![CDATA[Na terça feira 13/03 tive a oportunidade de assistir, pela 1ª vez, a um filme com audiodescrição e gostaria de falar um pouco sobre essa experiência. O recurso consiste na descrição de todas as informações que se compreende visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na terça feira 13/03 tive a oportunidade de assistir, pela 1ª vez, a um filme com audiodescrição e gostaria de falar um pouco sobre essa experiência.</p>
<p>O recurso consiste na descrição de todas as informações que se compreende visualmente e que não estão contidas nos diálogos, como, por exemplo, expressões faciais e corporais que comuniquem algo, informações sobre o ambiente, figurinos, efeitos especiais, mudanças de tempo e espaço, além da leitura de créditos, títulos e qualquer informação escrita na tela.</p>
<p>Há algumas semanas recebi um e-mail do ator e audiodescritor Leonardo Rossi, em que apresentava seu <a class="wp-caption" href="http://blogdoleorossi.blogspot.com" target="_blank">blog </a>e um <a class="wp-caption" href="http://contandohistorias.mypodcast.com " target="_blank">podcasting </a>que mantém na internet. Ele me encontrou através de um amigo em comum, que indicou o <a class="wp-caption" href="http://www.mundocegal.com.br" target="_blank">Mundocegal.</a></p>
<p>Ao acessar seu podcasting,fiquei surpreso com a qualidade do trabalho que ele desenvolve. Tem uma interpretação fantástica, onde atua com segurança e domínio do que faz. Então procurei me inteirar mais acerca desse trabalho e passamos a manter contato.</p>
<p>Nessa troca de e-mails, ele me falou do <a class="wp-caption" href="http://cinesesc.sescsp.org.br" target="_blank">Cinesesc,</a> um festival com os melhores filmes do ano de 2009. Me repassou a programação onde todas as seções contavam  com audiodescrição e legendas. A <a class="wp-caption" href="http://www.iguale.com.br" target="_blank">Iguale </a>foi quem desenvolveu o trabalho de audiodescrição nesse festival e, na terça, em São Paulo, ,tive a oportunidade de assistir ao filme &#8220;No Meu Lugar&#8221; onde, ,coincidentemente, o audiodescritor era justamente o Leonardo, a quem tive o prazer de conhecer pessoalmente.</p>
<p>A sensação ao assistir um filme com audiodescrição é indescritível. Uma tamanha independência nos transporta ainda mais para dentro da tela. Através do que ouvimos, seja pelo tom de voz das personagens, trilhas musicais, efeitos sonoros e outros elementos auditivos do filme, nós, com deficiência visual, conseguimos compreender muito pouco do que acontece, o que nos permite acompanhar, de maneira bastante limitada, o desenrolar de uma história, por exemplo. Já com a audiodescrição, temos acesso ao que a pessoa que enxerga está vendo na tela, o que aumenta de maneira significativa nosso nível de compreensão e acompanhamento.</p>
<p>Esse recurso nos oferece uma acessibilidade muito mais ampla e efetiva sobre ao que assistimos na TV,  cinema e vídeo. A Iguale e o Leonardo Rossi estão de parabéns pelo excelente trabalho.</p>
<p>Que a audiodescrição possa estar cada vez mais presente nos cinemas, na programação televisiva, nos DVDs e em todas as mídias!</p>
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		<title>Projeto f123.org</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Apr 2010 15:59:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Veja só]]></category>
		<category><![CDATA[f123.org]]></category>
		<category><![CDATA[fernando botelho]]></category>
		<category><![CDATA[leitor de tela]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>
		<category><![CDATA[orka]]></category>
		<category><![CDATA[pendrive]]></category>
		<category><![CDATA[sintetizador de voz]]></category>
		<category><![CDATA[software livre]]></category>
		<category><![CDATA[ubuntu]]></category>

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		<description><![CDATA[As ideias tecnológicas podem ser interessantes e inovadoras, mas precisam ser divulgadas. O Projeto F123.org possibilita o acesso a educação e a oportunidades de trabalho, facilitando o uso de tecnologias assistivas baseadas em software livre. As estatísticas mostram que 90% das crianças com deficiência visual, entre pessoas cegas e com baixa visão, não têm acesso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As ideias tecnológicas podem ser interessantes e inovadoras, mas precisam ser divulgadas.</p>
<p>O Projeto F123.org possibilita o acesso a educação e a oportunidades de trabalho, facilitando o uso de tecnologias assistivas baseadas em software livre. As estatísticas mostram que 90% das crianças com deficiência visual, entre pessoas cegas e com baixa visão, não têm acesso à educação.</p>
<p>O objetivo dessa tecnologia é tornar o computador acessível para um maior número de pessoas, podendo ser usado em todo o mundo.</p>
<p>Todo o sistema operacional (Linux, distribuição Ubuntu) e todas as tecnologias assistivas (leitores de tela e software para acessibilidade motora) é gravado no pendrive, além de ser reservado um espaço para que o usuário possa adicionar os arquivos pessoais.</p>
<p>Trata-se de um pendrive bootável (inicializável) com o sistema Linux instalado. Ao ligar o computador com o pen já inserto na porta USB, o Linux é carregado, bem como todos os softwares de acessibilidade.</p>
<p>Dessa forma, um computador que não tem nenhum recurso de acessibilidade poderá atender às necessidades da pessoa cega sem alterar as suas configurações e sem restringir sua utilização.</p>
<p>Como ele é baseado inteiramennte em software livre, o DVD também pode ser copiado de maneira irrestrita, sem a preocupação com direitos autorais.</p>
<p>O pacote traz instalado o Open Office, que trabalha com arquivos DOC, PDF,  XLS,  PPS, e todos os principais formatos de edição de textos, imagem e apresentação. Para o uso de skype, msn e outros, podemos utilizar o pidging. Para navegar na internet, o pendrive traz o firefox. Possui também um programa chamado Samba, para acessar conteúdos que estão na rede.</p>
<p>Quanto a sistemas específicos de cada empresa, quando a interface é Web ou Java, existem grandes chances de funcionar. Em termos de outras interfaces, as chances de se trabalhar com plena acessibilidade são menores, caso o software tenha sido desenvolvido para o sistema Windows.</p>
<p>Quanto ao desenvolvimento, por ser um projeto registrado sob a licença GPL, toda a comunidade pode elaborar melhorias e implementar recursos.</p>
<p>Muitas pessoas com deficiência visual em países em desenvolvimento são forçadas a usar software gratuito extremamente limitado, já que uma única cópia de um leitor de tela convencional pode chegar a custar o equivalente a três ou quatro computadores.  Uma pequena minoria consegue acesso e aprende a usar softwares caros, e quando que tenta encontrar emprego ou fazer um estágio, descobre que o preço dessa tecnologia adiciona uma barreira a mais a um processo que já é difícil.  O Projeto F123.org quebra este círculo de dependência e vulnerabilidade, facilitando o acesso a tecnologias baratas e de fácil uso.</p>
<p>O Orka e várias outras ferramentas que compõem o pacote f123.org é desenvolvido na linguagem Python, uma linguagem de programação de alto nível, interpretada, imperativa, orientada a objetos, de tipagem dinâmica e forte. Foi lançada por Guido van Rossum em 1991. Atualmente possui um modelo de desenvolvimento comunitário, aberto e gerenciado pela organização sem fins lucrativos Python Software Foundation. Apesar de várias partes da linguagem possuírem padrões e especificações formais, a linguagem como um todo não é formalmente especificada. O padrão de fato é a implementação CPython.</p>
<p>Em resumo,  o Projeto F123.org disponibiliza todo o software que uma pessoa com deficiência precisa para usar um computador (incluindo sistema operacional, aplicativos, tecnologias assistivas como leitor de tela ou teclado virtual), em pendrives.  Uma pequena modificação na seqüência de inicialização do BIOS de um computador, permite que a pessoa com deficiência use praticamente qualquer computador sem a necessidade de instalar nada.  O pendrive F123.org de 2 ou mais Gigabytes é efetivamente o disco que contém tudo aquilo que o usuário precisa para navegar na Internet e trabalhar com documentos, planilhas eletrônicas, e-mails, e mensagens instantâneas.</p>
<p><a href="mailto:fernando@md.org.br">fernando@md.org.br</a></p>
<p><a href="mailto:fernando.botelho@f123.org">fernando.botelho@f123.org</a></p>
<p><a href="http://www.f123.org">http://www.f123.org</a></p>
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