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	<title>Blog do Diniz</title>
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		<title>Inclusão: Muito se fala, pouco se faz.</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 17:09:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Para aprofundarmo-nos em algum assunto e expressar nossas idéias e opiniões, é  necessário um prévio estudo que nos permita conhecer as teorias existentes relativas a tal assunto. O que se olvida, porém, é a relevância das experiências práticas. Por tal razão, há diversas pessoas que passam o dia em frente de um computador teorizando e [...]]]></description>
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<p>Para aprofundarmo-nos em algum assunto e expressar nossas idéias e opiniões, é  necessário um prévio estudo que nos permita conhecer as teorias existentes relativas a tal assunto. O que se olvida, porém, é a relevância das experiências práticas. Por tal razão, há diversas pessoas que passam o dia em frente de um computador teorizando e publicando idéias e conclusões acerca da inclusão, sem sequer experimentar a prática e pagar o preço disso.</p>
<p>A tutela familiar e da sociedade ainda é um grande fator de entrave para a evolução da independência e da autonomia das pessoas com deficiência. Mais grave ainda é a aceitação e conivência dessas próprias pessoas. A acomodação e a ausência de coragem suficiente para pagar o preço da independência é imenso e ainda habita a mente da maioria das pessoas com dificuldades de locomoção. Maiores, talvez, do que tais limitações, apresenta-se a dificuldade emocional, motivo pelo qual referimo-nos à mente, que é hospedeira do medo.</p>
<p>São dois os preços a serem pagos: O primeiro, é o que se paga quando saímos da toca, abandonamos o casulo e assumimos nossas dificuldades perante a sociedade. Depender de um desconhecido para transportar a cadeira de rodas no transporte público ou para subir uma escada, contar com um estranho para atravessar a rua ou ser visto e tratado com desdém ao procurar uma repartição pública, por exemplo, não são situações nada agradáveis. Certamente, se algum “cuidador” preferencialmente familiar estivesse ali, inúmeros constrangimentos seriam evitados.</p>
<p>Esse preço, todavia, é pago de maneira visível e consciente. Quem procura exercer sua autonomia de forma plena, conhecendo seu cotidiano, sabe exatamente a medida do que tem de enfrentar diariamente.</p>
<p>O segundo preço, entretanto, é pago de maneira velada, invisível e, geralmente, quem o paga não tem consciência de o pagar. Apresenta-se, assim, como um preço imensamente mais alto, mormente pela dificuldade de ser medido, já que é sutil e quase imperceptível.</p>
<p>Depender e aceitar auxílio dos amigos e da família não é a raiz do problema. As pessoas verdadeiramente autônomas também vivem momentos de parcial dependência. O problema, porém, reside em ser auxiliado quando não há qualquer necessidade. Nesse momento é que a pessoa com deficiência é diminuída, desconsiderada e desrespeitada.</p>
<p>Esperamos e exigimos, com razão, uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária. Teorizamos, manifestamos idéias e argumentos no sentido de alcançarmos conquistas que nos permitam receber uma compensação de nossas limitações afim de termos, quiçá um dia, as mesmas condições de uma pessoa sem deficiência. Esquecemo-nos, por outro lado, que a inclusão é via de mão dupla e que somos tão responsáveis por ela quanto a sociedade que é tão cobrada e criticada.</p>
<p>Incluir-se não se constitui em focar apenas em um ou dois elementos. Não é só locomover-se sozinho. Não é só teorizar. Não é só organizar manifestos virtuais. Não pode estar limitado a comandar uma sala de aula e sequer dar um passo sozinho fora dela. Incluir-se é optar pela busca de um esforço múltiplo, respeitando as diferenças e necessidades individuais, para atingir um mínimo de dependência em qualquer campo, seja emocional, cognitivo ou físico.</p>
<p>Incluir-se é cumprir com nossas responsabilidades nessa via de mão dupla, para que possamos cobrar da sociedade em um mesmo pé de igualdade.</p>
</div>
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		<title>Audiodescrição, recurso fundamental de acessibilidade.</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2012 15:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na última sexta feira 13, fui na companhia de mais 07 pessoas com deficiência visual assistir a um filme no Cinesesc,em São Paulo. Naquele mesmo local, há 02 anos, eu tinha contato pela primeira vez com a audiodescrição e ficava impressionado com a possibilidade de acompanhar um filme na íntegra, sem perder nenhuma cena ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na última sexta feira 13, fui na companhia de mais 07 pessoas com deficiência visual assistir a um filme no Cinesesc,em São Paulo. Naquele mesmo local, há 02 anos, eu tinha contato pela primeira vez com a audiodescrição e ficava impressionado com a possibilidade de acompanhar um filme na íntegra, sem perder nenhuma cena ou acontecimento. Estava conosco, ainda, o amigo Paulo Romeu, coordenador do <a title="Blog da Audiodescrição" href="http://www.blogdaaudiodescricao.com.br" target="_blank">Blog da Audiodescrição </a>e dedicado lutador em prol desse recurso.<br />
Estavam ali, entretanto, pessoas que tinham contato pela primeira vez com a AD e que certamente sentiram-se igualmente desnumbradas.<br />
Em um barzinho no mezanino onde podíamos acompanhar o filme enquanto tomávamos ou comíamos alguma coisa, pudemos prestigiar o trabalho de profissionais que, já há algum tempo, vem proporcionando a nós, pessoas com deficiência visual, uma acessibilidade plena a diversos filmes nacionais e estrangeiros. Preciso ressaltar, porém, que não só as pessoas cegas ou com baixa visão são beneficiadas pela audiodescrição. O recurso também é extremamente útil aos disléxicos, idosos e todos aqueles que, por alguma razão, tem alguma limitação que lhes impossibilita o acompanhamento pleno de um filme, documentário ou qualquer outro material audiovisual.<br />
Sou particularmente grato a <a title="Iguale" href="http://www.iguale.com.br" target="_blank">Iguale,</a> ao Cinesesc e a todos aqueles que militam pela ampliação da audiodescrição em todos os meios de comunicação. Sinto, todavia, que também temos que fazer a nossa parte, enquanto pessoas com deficiência e que necessitam desse recurso.<br />
Precisamos ir ao cinema, ir ao teatro, cobrar dos diretores e organizadores que contemplem, em seus trabalhos, o recurso da audiodescrição. Só assim seremos notados enquanto potenciais clientes dos materiais produzidos.</p>
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		<title>A locomoção das pessoas cegas e as dificuldades iniciais</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Mar 2012 18:12:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Não se deve tentar usar a própria experiência no afã de que a evolução ocorra de acordo com os mesmos moldes, tendo em vista que cada contexto é um. Individual e com peculiaridades próprias. O que se torna adequado, talvez, é tentar compartilhar a construção da evolução através de conceitos mais amplos. O processo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não se deve tentar usar a própria experiência no afã de que a evolução ocorra de acordo com os mesmos moldes, tendo em vista que cada contexto é um. Individual e com peculiaridades próprias. O que se torna adequado, talvez, é tentar compartilhar a construção da evolução através de conceitos mais amplos.</p>
<p>O processo de emancipação da pessoa cega é, de fato, hárduo e cheio de obstáculos. Fatores diversos nos trazem uma sensação de impedimento frente as tantas barreiras a superar. E aqui, não falo propriamente da limitação visual, mas das consequências desta, na mentalidade de cada  pessoa próxima. Inicialmente, a superproteção leva aos familiares a desacreditarem em nossa capacidade de independência, principalmente móvel. Isso não acontece por mal, mas porque ainda não provamos a eles que somos capazes.</p>
<p>Penso que a primeira barreira a ser superada é interna: Os medos, as desconfianças, a insegurança e, principalmente, a ausência de autoconfiança. Há que se empreender um esforço emocional enorme para vencer todas essas questões. Se tanta gente consegue, por que motivos eu não conseguiria?</p>
<p>Em um segundo momento, já com alguma determinação, é a hora de interagir com a família e amigos mais próximos. Demonstrar, não ainda a capacidade de tornarmo-nos independentes, mas a vontade e a garra para que esse desejo  seja possível em um futuro próximo. Isso requer diálogo, questionamentos e muito, muito pulso firme. Nessa fase, os &#8220;nãos&#8221; se apresentam de uma maneira a intimidar gravemente e devemos tomar todo o cuidado para não internalizarmos, emocionalmente, as limitações que tentam nos impor.</p>
<p>Em um terceiro momento, há que se partir para a prática. Nessa fase, não temos uma receita pronta, até por quê, como mencionado no início, cada contexto é único e com peculiaridades as quais, cabe ao indivíduo desenvolver alternativas para superá-las. No meu caso, tive de convencer minha família que as aulas de mobilidade eram uma prioridade e que eles teriam que abrir mão de algumas coisas para me auxiliar nessa etapa, já que, no início, eu não poderia ir sozinho até o local das aulas, mormente por ser em outra cidade. Esse convencimento requer um esforço diário e repetitivo, até que os familiares percebam, efetivamente, o quão significativa essa necessidade e o quão decididos estamos a realizar essa tarefa. </p>
<p>Essa fase, porém, precisa durar pouco tempo, já que o objetivo é justamente a busca pela independência. Não faz sentido que a família acompanhe durante todo o percurso do curso de mobilidade, mas tão somente na fase inicial. Então, uma alternativa é pedir para que o professor, após as definições básicas e a fase inicial, auxilie no reconhecimento do caminho que vai de casa até o local de onde partem tais aulas. Isso implica no reconhecimento de ônibus, travessia de ruas e toda e qualquer situação que possa existir nesse percurso.</p>
<p>Superado esse período, já demos muitos passos rumo a independência móvel. Nossos familiares já começam a se habituar a nossas &#8220;saídas&#8221; sozinhos, nossa segurança e, consequentemente,autoconfiançam aumenta significativamente e o reconhecimento de novos lugares torna-se mais fácil. </p>
<p>Desbravar novos caminhos, agora, é uma questão de tempo, necessidade e disposição. A locomoção de uma pessoa cega é muito mais fácil do que parece, mas isso depende exclusivamente do indivíduo. Conheço pessoas que preferem cuidar de um bebê a andarem sozinhas. Penso que, por mais amor e dedicação que se tenha, cuidar de um bebê dificilmente seria mais fácil do que uma tarefa tão simples quanto andar sozinho. Mas, claro, essa tarefa só se torna simples com o hábito, com a prática e, principalmente, com um pouco de vontade inicial.   </p>
<p>Agradeço a todos aqueles que contribuíram para a minha percepção de que as dificuldades, nesse caso, estavam muito mais internalizadas em mim do que existiam na realidade. Com isso em mente, pude dar os primeiros passos para me tornar uma pessoa mais livre e autônoma.</p>
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		<title>Até quando iremos permitir que nos mantenham sob tutela?</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Oct 2011 22:13:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Convenção internacional da ONU, sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências, ratificada pelo Brasil com estatos Constitucional pelo decreto  legislativo nº 186/2008, reconhece e regulamenta a idéia da participação a tiva das pessoas com deficiência nas decisões acerca deste segmento de  pessoas. É a tradução da máxima &#8220;nada sobre nós, sem nós&#8221;. Porém, ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Convenção internacional da ONU, sobre os Direitos das Pessoas com Deficiências, ratificada pelo Brasil com estatos Constitucional pelo decreto  legislativo nº 186/2008, reconhece e regulamenta a idéia da participação a tiva das pessoas com deficiência nas decisões acerca deste segmento de  pessoas. É a tradução da máxima &#8220;nada sobre nós, sem nós&#8221;.</p>
<p>Porém, ao meu ver, um dos fatores que limitam o nosso crescimento participativo na construção de uma realidade mais justa e igualitária, é nossa própria  dificuldade de compreender que algo precisa ser feito e que os agentes principais deste trabalho somos nós mesmos.</p>
<p>Há algum tempo, iniciei minha participação nas críticas e questionamentos direcionados ao projeto Dosvox, mantido pelo NCE/UFRJ e coordenado pelo  professor José Antonio dos Santos Borges, o que gerou minha expulsão sumária das listas de discussões relativas a aquele projeto e, mais tarde, uma  acusação de preconceito a uma funcionária do projeto que profere palestras totalmente incompreensíveis e sem nenhum recurso auxiliar,  por ter paralisia cerebral e comprometimento sério na fala.</p>
<p>Ainda assim, alguns questionamentos foram direcionados a ouvidoria da UFRJ, o que gerou uma resposta do professor Antonio Borges, onde ele afirmava,  dentre outras coisas, que a grande maioria dos cegos não têm qualificação profissional e que o dosvox não poderia evoluir devido a existência de um  acordo de cavalheiros junto a Micropower, empresa privada que desenvolve um precário leitor de telas. O desenrolar dessa história e as afirmações do  coordenador do projeto dosvox podem ser consultadas no próprio site da ouvidoria daquela Universidade, sob o protocolo 106.156.961.130, no link <a href="http://www.ouvidoria.ufrj.br/index.php?option=com_wrapper&amp;view=wrapper&amp;Itemid=3O">http://www.ouvidoria.ufrj.br/index.php?option=com_wrapper&amp;view=wrapper&amp;Itemid=3</a></p>
<p>O</p>
<p>tempo passou e absolutamente nada mudou, ainda que grande parte da comunidade tenha, a época, se indignado com tais afirmações. Todas as cartas relativas a tais questionamentos foram, como sempre o são, totalmente ignoradas pelos funcionários do NCE, notadamente pelos que trabalham diretamente no projeto Dosvox.</p>
<p>Recentemente, no dia 27 de Agosto de 2011, foi apresentado um leitor de telas livre, denominado de Liane TTS, desenvolvido pelas instituições Serpro e UFRJ. Cabe esclarecer que Liane TTS nada mais é do que um sintetizador de voz (e não um leitor de telas), e o leitor que acompanha o sintetizador no pacote distribuído pelo Cerpro, nada mais é do que o NVDA, projeto livre e de código aberto, com sintetizadores bastante superiores ao Liane TTS, que, aliás, já é distribuído com o pacote Dosvox há mais de 3 anos e sempre foi alvo de críticas dos usuários, por ter uma péssima qualidade de voz.</p>
<p>Esta ferramenta, lançada pelo Cerpro em conjunto com a UFRJ (mesmo núcleo que lança ideologias acerca do Dosvox), está sendo divulgada pela imprensa como a salvação das pessoas cegas de todo o mundo: Algo revolucionário que vem modificar para melhor a vida destes pobres coitados, que agora poderão contar com um leitor de telas para, dentre outras coisas, acessar os sites do governo Brasileiro.</p>
<p>Volto a destacar que Liane TTS é um sintetizador de péssima qualidade, e que utiliza o NVDA, um leitor de telas opensource, produzido fora do Brasil e que vem crescendo muito. Em outras palavras, o Sr. Antonio Borges construiu uma ferramenta precária, implementou em outra ferramenta que já existe e que tem sido alvo de elogios pela comunidade de usuários cegos, e está ganhando promoção de sua imagem e outras vantagens com tal façanha.</p>
<p>Rui Batista, um notável programador português, publicou um artigo onde explica e questiona este contexto de forma minuciosa. Dessa vez, Antonio Borges respondeu, com o mesmo romantismo marketeiro de sempre. Não respondeu, objetivamente, a nenhuma das questões propostas pelo Rui. Não explicou como é que o nome do leitor NVDA não aparece em nenhuma publicação referente ao Liane TTS, fazendo entender que o Liane TTS é o próprio leitor de telas e omitindo qualquer menção ao NVDA.</p>
<p>Na resposta, Antonio afirma que LianeTTS é um dos primeiros frutos da parceria entre NCE/UFRJ e Cerpro. O perigo ronda não só pela existência da falsa propaganda acerca do LianeTTS, como também sobre a possibilidade de vir futuras falácias e &#8220;produtos&#8221; que, na prática, são contraproducentes e caminham em sentido contrário a real inclusão das pessoas com deficiência visual.</p>
<p>Antonio afirma ainda que o LianeTTS &#8220;foi construído, baseado na técnica de junção de difones, que é uma das mais simples&#8221;. Os valores recebidos pelo NCE para a produção do LianeTTS foram tão ínfimos a ponto de se utilizar uma tecnologia &#8220;das mais simples&#8221; para se produzir um sintetizador de voz?</p>
<p>Antonio insiste em reafirmar que &#8220;Os sintetizadores de voz, como o LianeTTS, sim, viabilizam o uso dos computadores por deficientes visuais, assim como as linhas braille(&#8230;)&#8221;, mas se já existem opções muito melhores e livres, para que gastar o dinheiro público produzindo algo que o próprio Antonio afirma ser &#8220;das mais simples&#8221;? Estas perguntas não foram respondidas na romântica carta publicada como &#8220;resposta&#8221; aos comentários do Rui Batista, e que, na prática, não respondeu nada&#8230;</p>
<p>A ONCB, órgão de representação máxima da pessoa cega, foi provocada por uma outra usuária &#8211; com título de doutora, diga-se de passagem- sobre o tema e infelizmente ainda não se manifestou a respeito.</p>
<p>Desconheço se algum usuário com deficiência visual e de razoáveis conhecimentos na informática foi consultado acerca deste &#8220;fruto&#8221; da parceria entre Cerpro e NCE/UFRJ. Também não sei se o presidente do Cerpro, que tem dado diversas entrevistas ressaltando o incrível milagre que o LianeTTS vem trazer a vida dos usuários cegos, tem conhecimento profundo desse contexto.</p>
<p>O que sei é que só nós podemos mudar isso. Nós, e apenas nós, podemos divulgar a realidade sobre mais essa &#8220;produção&#8221; que traz mais prejuízos a imagem da pessoa cega do que benefícios reais de utilização das tecnologias computacionais.</p>
<p>Estas pessoas só estão levando vantagem as nossas custas porque nós permitimos que elas permaneçam lá.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Link para o artigo publicado por Rui Batista: <a href="http://www.megatts.com/2011/10/02/liane-tts-apenas-mais-um-sintetizador-de-voz/">http://www.megatts.com/2011/10/02/liane-tts-apenas-mais-um-sintetizador-de-voz/</a></p>
<p>Link para o artigo de Joana Belarmino: <a href="http://www.blogtecnovisao.com/2011/10/liane-tts-minha-replica-ao-seu-criador-antonio-borges/">http://www.blogtecnovisao.com/2011/10/liane-tts-minha-replica-ao-seu-criador-antonio-borges/</a></p>
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		<title>Meus dedos pagam o preço do progresso</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 18:39:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao ler a notícia do link abaixo, sobre as inovações do Windows8, comecei a pensar no quão nós, pessoas com deficiência visual, perdemos quando um sistema é atualizado. Veja a notícia aqui: http://www1.folha.uol.com.br/tec/974515-microsoft-apresenta-o-windows-8-que-troca-icones-por-azulejos.shtml Antes de mais nada, geralmente não podemos utilizar um sistema imediatamente quando é lançado. Primeiro, temos que aguardar nossos leitores de tela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler a notícia do link abaixo, sobre as inovações do Windows8, comecei a pensar no quão nós, pessoas com deficiência visual, perdemos quando um sistema é atualizado. Veja a notícia aqui:<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/tec/974515-microsoft-apresenta-o-windows-8-que-troca-icones-por-azulejos.shtml">http://www1.folha.uol.com.br/tec/974515-microsoft-apresenta-o-windows-8-que-troca-icones-por-azulejos.shtml</a></p>
<p>Antes de mais nada, geralmente não podemos utilizar um sistema imediatamente quando é lançado. Primeiro, temos que aguardar nossos leitores de tela serem devidamente atualizados para se compatibilizarem ao sistema em questão, o que pode levar meses. Quando isso acontece, ainda restam diversas falhas e conflitos que são mais ou menos resolvidos com o passar do tempo. No fim das contas, até que consigamos utilizar o sistema novo com a mesma efetividade que utilizávamos o antigo, vai um ano ou mais.<br />
Outro ponto o qual muito me preocupa é o fato de que a informática está se tornando cada vez mais gráfica. Imagens e gestos substituindo palavras e texto escrito. Toques com o dedo substituem o pressionar de teclas, e ainda que isso facilite e agilize muito a vida do usuário vidente, não ocorre da mesma forma com relação a um usuário cego.<br />
Os dispositivos da Apple, por exemplo, que oferecem grande acessibilidade através do voiceover, tornou a interação com o computador um pouco mais lenta. Preciso de 25% de tempo a mais no Macbook para fazer uma mesma tarefa que faço no PC. E pelo que pude ler na matéria acima, o Windows8 está indo pelo mesmo caminho.<br />
Conseguiremos acompanhar, não tenho dúvidas. Mas o esforço deverá ser cada vez maior e consistente. O que antes eu aprendia em uma dezena de minutos, hoje preciso de meia hora ou mais para absorver, dado o excessivo número de informações e opções na tela.<br />
Tudo em nome do progresso.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Videoarte com audiodescrição &#8211; Uma experiência audiovisual entre amigos.</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 23:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[audiodescrição]]></category>
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		<description><![CDATA[Rosa Santos, designer, fotógrafa, artista e, acima de tudo, pessoa com uma sensibilidade ímpar. Foi dela a idéia de desenvolver um vídeo com audiodescrição. E eu, que no início achava que audiodescrição nem poderia ser feita por pessoa cega, fui me convencendo, aos poucos, e através de todo o empenho e paciência da Rosa. Foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a title="Rosa Santos, " href="http://asartesdarosa.blogspot.com" target="_blank">Rosa Santos, </a>designer, fotógrafa, artista e, acima de tudo, pessoa com uma sensibilidade ímpar.</p>
<p>Foi dela a idéia de desenvolver um vídeo com audiodescrição. E eu, que no início achava que audiodescrição nem poderia ser feita por pessoa cega, fui me convencendo, aos poucos, e através de todo o empenho e paciência da Rosa. Foi nesse contexto que começamos a conversar sobre a idéia do vídeo.</p>
<p>Rosa escolheu uma fotografia de sua própria autoria, intitulada Mulheres. A intenção da foto e do vídeo é retratar a violência contra a mulher, notadamente a violência doméstica.</p>
<p>É claro que eu não poderia fazer a locução sozinho. A variedade de vozes é um atrativo em tudo o que ouvimos. Além disso, um toque feminino é sempre agradável aos nossos ouvidos. Então participou também dos trabalhos a minha esposa, Vanilda, que ofereceu mais encanto às locuções.</p>
<p>Foi um trabalho desenvolvido em equipe e a distância. Rosa em Cascavel/PR e nós aqui em Curitiba/PR. Tudo via internet. Troca de arquivos e idéias por e-mail e o resultado você pode acessar clicando no link abaixo.</p>
<h2><a title="Mulheres." href="http://www.youtube.com/watch?v=9BHm07V6BO0" target="_blank">Videoarte com audiodescrição &#8211; Uma experiência audiovisual entre amigos.</a></h2>
<p>Foi uma experiência mágica. Certamente um dos trabalhos mais gratificantes que participei. Obrigado Rosa, obrigado Vanilda, e que venham os próximos vídeos com AD!</p>
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		<title>Micos que pagamos pela falta de acesso aos olhares externos.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 17:08:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Essa coisa do olhar sempre me deixou muito inseguro. Talvez por eu não enxergar. Pois é. Adentrando ao elevador. Algumas pessoas já lá dentro. - Oi, tudo bem? - Tudo certo &#8211; Respondi. - E aí, como foi a prova? &#8211; Perguntava-me um desconhecido. - Foi meio complicada, alguns elementos que eu não conhecia. &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa coisa do olhar sempre me deixou muito inseguro. Talvez por eu não enxergar. Pois é.</p>
<p>Adentrando ao elevador. Algumas pessoas já lá dentro.<br />
- Oi, tudo bem?<br />
- Tudo certo &#8211; Respondi.<br />
- E aí, como foi a prova? &#8211; Perguntava-me um desconhecido.<br />
- Foi meio complicada, alguns elementos que eu não conhecia. &#8211; Completei, já que havia acabado de me submeter a uma avaliação no curso de inglês e o elevador pretendia me levar ao térreo.<br />
Um sorriso meio sem graça e a viagem continuou silenciosa.<br />
Chegamos ao térreo, fui o primeiro a sair do elevador, já que estava mais próximo a porta. Me despedi e, passos a diante, pude ouvir o mesmo<br />
rapaz perguntar a outro colega:<br />
- E aí, me conta! Como foi a prova?<br />
- Putz! Então a pergunta anterior não era pra mim? &#8211; Constatei constrangido e só tive tempo de apressar o passo.</p>
<p>O narrado acima ilustra uma situação que acontece diariamente com algumas pessoas com deficiência visual. Alguns amigos cegos até conseguem perceber quando alguém está falando com eles ou não. Eu nunca entendi muito bem como isso funciona. Já conversei com muita gente, mas o que todos dizem é que isso é uma questão de &#8220;feeling&#8221;.</p>
<p>Uma pessoa vidente (termo utilizado para designar aquele que vê normalmente) consegue, através do olhar, perceber diversas nuances. Acredito que o olhar expressa muita coisa. Expressões que perdemos, enquanto pessoas cegas. Claro que algumas dessas expressões, conseguimos ter acesso por outras vias, como tom de voz e outros aspéctos que nos permitem avaliar o contexto. Mas há coisas que só se percebe através do olhar, como por exemplo, para onde uma pessoa dirige o olhar quando fala.</p>
<p>E até que eu consiga adquirir esse &#8220;feeling&#8221; de perceber quando alguém está falando comigo ou não, continuo respondendo a maioria, a final, melhor pagar mico do que bancar o mal educado.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Páginas de e para pessoas com deficiência visual</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jun 2011 16:54:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algum tempo venho protelando em escrever sobre essa questão, que é um tanto polêmica.  Principalmente, porque poderão apontar receio de concorrência, da minha parte, ou apenas  defeitos visuais em minha própria página. Assim, antes de ir direto ao ponto, devo colocar  alguns esclarecimentos. Primeiramente, o Mundocegal não existe para concorrer com ninguém, mas sim, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo venho protelando em escrever sobre essa questão, que é um tanto polêmica.  Principalmente, porque poderão apontar receio de concorrência, da minha parte, ou apenas  defeitos visuais em minha própria página. Assim, antes de ir direto ao ponto, devo colocar  alguns esclarecimentos.</p>
<p>Primeiramente, o Mundocegal não existe para concorrer com ninguém, mas sim, para somar. Tanto  que temos parcerias com diversos sites/blogs do gênero e estamos sempre abertos a  novas  junções.</p>
<p>Em segundo lugar, O portal é desenvolvido exclusivamente por mim, pessoa com baixa visão, de  maneira que só posso conhecer determinadas incongruências visuais se alguém me avisar. Os  equívocos que posso detectar são imediatamente corrigidos. Aqueles os quais requerem uma visão  mais apurada, infelizmente só poderei corrigir quando contar com a gentileza de algum  apontamento. Por isso, se você, pessoa vidente,, se deparar com alguma  questão estética que achar estranha, feia ou incongruente, sinta-se a vontade para me oferecer  uma dica.</p>
<p>Uma das preocupações ao desenvolver um site deve ser sua boa aparência. Ainda que falamos em sites voltados para pessoas com deficiência visual, como é o caso do Mundocegal, a estética não pode ser deixada de lado, sob pena de uma pessoa com visão visitar e julgar o conteúdo pela  aparência. Quando inserimos algo na internet, devemos ter em mente que aquilo pode ser visto  por qualquer pessoa, de qualquer gênero, em qualquer lugar.</p>
<p>Nos últimos 2 ou 3 anos, diversos sites de e para pessoas cegas foram colocados no ar, sem a  menor preocupação com a estética. Alguns não se preocupam inclusive com a ortografia do  conteúdo inserido. Ressalto que a preocupação com tais questões não quer dizer perfeição nelas.  Estou constantemente revisando o conteúdo do blog e do Mundocegal afim de melhorar sua forma e  visibilidade. Os erros sempre estão presentes e o esforço para manter as mínimas condições de  organização é constante.</p>
<p>Certamente, falta comprometimento por parte dessas pessoas, que até gostam de  informática, conhecem um pouquinho de HTML e desejam muito ter um site no ar. O que elas não  sabem, é que há uma diferença entre simplesmente querer ter um site e disponibilizar  conteúdo que realmente atenda as necessidades dos visitantes.</p>
<p>Antes de se colocar um portal sério no ar, é preciso conhecer no mínimo a linguagem HTML, um  pouco de PHP ou ASP, dependendo da estrutura a que se quer utilizar, folhas de estilos CSS, a  final a a aparência das páginas tem fundamental importância e, por fim, as principais normas de  acessibilidade do W3C. Quanto aos blogs, nada disso é necessário, já que tudo é automatizado e basta configurar e inserir as postagens.</p>
<p>Já me deparei com sites desenvolvidos por pessoas cegas onde era possível encontrar, na própria  página, visível aos olhos ou leitores de tela dos visitantes, pedaços de códigos em HTML. Ou  seja, a falta de preocupação com a organização da página é tamanha, que sequer houve uma  revisão do que foi colocado no ar.</p>
<p>Quando estes ditos desenvolvedores recebem alguma crítica, seja pela organização de seus  &#8220;sites&#8221;, seja pela repetição de conteúdo que colocam no ar, encaram como uma agreção ou afronta  a um trabalho que acreditam ser útil para outras pessoas. Ocorre, porém, que nossas atitudes  refletem na maneira com que a sociedade encara uma pessoa com alguma deficiência. Se fulano com  deficiência visual enviar um currículo pleiteando vaga de desenvolvedor web em uma empresa, por  exemplo, e seu futuro contratante pesquisar na internet como é um site desenvolvido por uma  pessoa cega e encontrar uma página dessas, com erros grosseiros de português, pedaços de  códigos de programação e demais equívocos, vai pensar duas, três ou quatro vezes antes de  contratar o fulano, que pode até ser um desenvolvedor sério e comprometido. Ou seja, as  atitudes de uma pessoa cega se refletem na maneira com a qual todas as pessoas cegas são  vistas, porque a sociedade infelizmente generaliza, exagera e ainda há muito preconceito a ser  eliminado.</p>
<p>Lamento muito que a vaidade fale mais alto, vez que o desejo de ter um site no ar acaba  superando a preocupação com os elementos básicos de um portal, quais sejam, sua aparência,  organização e o conteúdo inserido. Não acredito que tais sites devam ser retirados do ar, mas  acho, sim, que determinados &#8220;webmasters&#8221; devam ser conscientizados sobre a importância de se publicar  algo organizado e aparentemente agradável.</p>
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		<title>CAIXAS ELETRÔNICOS ACESSÍVEIS</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Feb 2011 12:34:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Caixas eletrônicos acessíveis Já há algum tempo ouço falar dos tais caixas eletrônicos acessíveis, onde basta plugar um par  de fones de ouvido para que a tela seja desligada e a pessoa com deficiência visual possa ouvir os menus e interagir com o sistema. Eu ainda não havia tido a oportunidade de realizar nenhuma operação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caixas eletrônicos acessíveis</p>
<p>Já há algum tempo ouço falar dos tais caixas eletrônicos acessíveis, onde basta plugar um par  de fones de ouvido para que a tela seja desligada e a pessoa com deficiência visual possa ouvir os menus e interagir com o sistema. Eu ainda não havia tido a oportunidade de realizar nenhuma operação nos tais caixas, até por que, não é qualquer máquina que conta com esses recursos.<br />
Ontem, porém, precisei fazer um saque e pagar alguns boletos, mas quando cheguei na agência, fui informado de que ela estava fechada. Os vigilantes da Caixa Econômica estavam em greve e ninguém, exceto os funcionários, podiam entrar na agência. O gerente, então, gentilmente veio até a porta e sugeriu que eu utilizasse o caixa acessível. Me informou que naquele posto de atendimento já tinha uma máquina com acessibilidade.<br />
- Finalmente eu iria ver &#8220;como isso funciona&#8221;.<br />
Maravilha: Me dirigi até a máquina, pluguei os meus fones e já recebi as boas vindas em áudio. Em seguida, foi solicitado que eu colocasse o cartão, depois aquele conhecido aviso de que não deveria repassar minha senha a ninguém pois esta é pessoal e intransferível. Digitei a senha e já me foi apresentado o menu, cuja opção &#8220;1&#8243; era para saques. Pressionei rapidamente o número &#8220;1&#8243;, escolhi o valor, digitei minha senha de letras e logo o dinheiro já saía pela parte frontal do caixa.<br />
- Que emoção! Fiz meu primeiro saque sem o auxílio de ninguém.<br />
Agora só faltava pagar os tais boletos. Reiniciei a operação: Coloquei o cartão, ouvi os avisos, digitei a senha e comecei a ouvir as opções do menu. 1 para saque, 2 para saldos, 3 para extrato, 4 para transferência e 9 para cancelar. Espera! 9 para cancelar? Mas e o pagamento? E as demais operações que podem ser feitas no caixa eletrônico, como recarga de celular e tantas outras?<br />
- Deve haver algum problema com a máquina. Vou cancelar tudo e refazer a operação.<br />
Novamente no mesmo ponto: 1 para saque, 2 para saldo, 3 para extrato, 4 para transferência e 9 para cancelar. Não é possível!<br />
A versão acessível dos caixas eletrônicos é extremamente limitada. Não pude efetuar os pagamentos que precisava fazer, nem mesmo recarregar o meu celular.</p>
<p>Aliás, isso acontecia também com a versão do internet banking acessível para pessoas com deficiência visual da CEF. Agora essa versão foi extinta e desde então eu não consigo acessar o internet banking, nem mesmo a versão &#8220;comum&#8221;, que eu acessava anteriormente.<br />
De que vale essa extrutura toda, então? Tudo bem, se eu precisar fazer um saque ou consultar meu saldo, posso fazer com autonomia, apesar de ser um processo bastante demorado, devido a lentidão da voz instalada no caixa eletrônico. Mas o restante das operações, simplesmente não estão disponíveis.<br />
Percebo que foi criada uma estrutura a que se dizia ser acessível, falou-se muito a esse respeito, gerou expectativas e, quando precisamos utilizar alguns recursos, eles simplesmente não estão disponíveis. Ou será que o banco imagina que os clientes com deficiência visual apenas efetuam saques e consultam seus respectivos saldos?<br />
Com mais uma decepção no rosto, procurei a lotérica mais próxima e paguei meus boletos, como sempre fazia anteriormente.</p>
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		<title>Poesia Fotografada 2010</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jul 2010 19:18:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diniz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[A segunda edição da exposição &#8220;Poesia Fotografada 2010&#8243;, estará presente no Segundo Seminário da Cultura de Artes Regionais, em Corbélia, PR, do dia 13 até 16 de julho. O seminário inicia no dia 12 e termina dia 16 de julho. Para mais informações sobre o seminário veja o site, http://educulturacorb.hd1.com.br Rosa Santos. Uma experimentadora da arte. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A segunda edição da exposição &#8220;Poesia Fotografada 2010&#8243;, estará presente no Segundo Seminário da Cultura de Artes Regionais, em Corbélia, PR, do dia 13 até 16 de julho. O seminário inicia no dia 12 e termina dia 16 de julho. Para mais informações sobre o seminário veja o site, <a href="http://educulturacorb.hd1.com.br/">http://educulturacorb.hd1.com.br</a></p>
<p>Rosa Santos. Uma experimentadora da arte.<br />
Cascavel -PR .</p>
<p>Esta exposição usa recursos de acessibilidade (textos em braille e sinalização tátil vertical).</p>
<p>Com o espetáculo intitulado &#8220;Ceguinho é a Mãe&#8221;, o humorista Geraldo Magela e seu humor peculiar, ficou conhecido no Brasil. Inspiro-me nesta frase, para falar da necessidade de mudanças onde ainda se faz necessário, falo da acessibilidade na comunicação e na arte, e falo sem muita propriedade, mas porque também estou experimentando. Ora, acessível é muita coisa, e é. Achamos tão bom ter acesso ao que queremos, não é? Pois saibam, melhor ainda é tornar a sua arte e sua informação acessível para todas as pessoas.</p>
<p>Site do Geraldo Magela: <a href="http://www.ceguinho.com.br/">http://www.ceguinho.com.br</a><br />
Blog de Rosa Santos: <a href="http://asartesdarosa.blogspot.com/">http://asartesdarosa.blogspot.com</a><br />
Alguns sites sobre acessibilidade e com acessibilidade digital: <a href="http://blogdaaudiodescricao.blogspot.com/">http://blogdaaudiodescricao.blogspot.com</a><br />
<a href="http://www.bengalalegal.com/">http://www.bengalalegal.com</a><br />
<a href="http://www.mundocegal.com.br/">http://www.mundocegal.com.br</a><br />
<a href="http://www.rbtv.associadosdainclusao.com.br/">http://www.rbtv.associadosdainclusao.com.br</a><br />
Agradecimentos:<br />
Ao André Boniatti pelo convite e oportunidade.<br />
Ao CAP Municipal de Cascavel, Coordenadora Sra. Luzia Alves da Silva e Cintia Passos Alves, pela generosidade na transcrição dos textos para o sistema Braille. À você que será mais um divulgador da arte com acessibilidade, um direito de todos!</p>
]]></content:encoded>
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